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CIRCUITO MUNDIAL: Ouro e bronze para o Brasil na etapa polonesa

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Circuito Mundial: Brasileiras no pódio

RIO DE JANEIRO, 08.08.09 – As brasileiras Juliana e Larissa conquistaram, neste SÁBADO (08.08), nas areias de Stare Jablonki, na Polônia, o quinto título da dupla no Circuito Mundial de Vôlei de Praia 2009. Na decisão da décima etapa da temporada, as campeãs pan-americanas derrotaram as australianas Louise Bawden e Becchara Palmer por 2 sets a 0 (21/14 e 21/16). Na disputa de terceiro lugar, as líderes do ranking mundial Talita e Maria Elisa garantiram o bronze ao derrotarem as compatriotas Ângela e Vivian por 2 sets a 0, parciais de 21/18 e 21/13.

O título em Stare Jablonki confirma o bom momento da dupla na temporada 2009 do Circuito Mundial. Participando da nona etapa no ano, Juliana e Larissa chegaram a sete decisões e venceram cinco delas – Brasil, Japão, Rússia, Áustria e Polônia.

Com o título em Stare Jablonki, as campeãs pan-americanas encostam nas líderes do ranking mundial, Talita e Maria Elisa. Agora, a diferença entre as duplas é de apenas 40 pontos – 5.520 contra 5.480.

Na decisão, prevaleceu a experiência das brasileiras, que já disputaram 42 finais no Circuito Mundial, enquanto as australianas, que saíram do qualifying em Stare Jablonki e faziam suas estreias em decisões internacionais.

“Nossa experiência fez a diferença. As australianas fizeram uma campanha incrível, derrotando equipes muito fortes ao longo da competição. Com certeza este será um torneio inesquecível para elas, especialmente para a Bawden, que disputa sua primeira temporada no Circuito Mundial”, comenta Juliana.

“Fizemos uma boa partida e procuramos não deixar as australianas encostarem no placar. O primeiro set foi fundamental, pois nos deu confiança para definir o jogo sem dar chances para as adversárias”, acrescenta Larissa.

Nas semifinais, Juliana e Larissa derrotam Talita e Maria Elisa por 2 sets a 1, parciais de 14/21, 21/19 e 15/9. No outro cruzamento, Bawden e Palmer impediram a decisão 100% brasileira ao derrotarem Ângela e Vivian por 2 sets a 0 (21/19 e 21/12).

Cesar Cielo entra para a história dos velocistas em Roma

O campeão olímpico, que fechou o Mundial nadando o revezamento 4×100 m medley, foi consagrado por duas medalhas de ouro e o recorde mundial nos 100 metros livre

Divulgação: assessoria de imprensa

Cesar Cielo entra para a história dos velocistas em Roma

São Paulo – O brasileiro Cesar Cielo, que chegou na Itália como campeão e medalhista olímpico, deixou Roma como o principal velocista do mundo. Fez história no Foro Itálico, no 13º Mundial de Desportos Aquáticos. Ganhou a medalha de ouro nos 100 m livre, com novo recorde mundial (46s91). Igualou o mítico russo Alexander Popov ao vencer, em sequência, os 50 m livre em Olimpíada e Mundial, com 21s08, novo recorde do campeonato e sul-americano. E ajudou os dois revezamentos do Brasil, o 4×100 m livre e o 4×100 m medley a ocuparem honrosos quarto lugares, com recordes sul-americanos.

“Estou muito feliz, vou celebrar. Ser campeão mundial dos 50 m e dos 100 m livre, mais o recorde mundial… Nem estou acreditando. Mas esse é o sonho de qualquer nadador”, resumiu Cielo sobre a campanha no Mundial de Roma.

Antes de retornar ao Brasil, Cielo descansa alguns dias com a família na Itália. A mãe de Cielo, Flávia, o pai Cesar e a irmã Fernanda ficaram emocionados com a torcida e o carinho dos italianos no Foro Itálico. “Já viu os italianos cantando o hino deles? Eles costumam bater palmas e fizeram a mesma coisa com o hino do Brasil. Deu para arrepiar”, contou Flávia. Os italianos vibraram com Cielo e aplaudiram muito o nadador.

O campeão olímpico e mundial precisa ´respirar´ um pouco antes de enfrentar a maratona de compromissos que o esperam no Brasil porque treinou sem trégua desde janeiro, morando em Auburn, no Alabama (EUA), onde foi trabalhar com o técnico australiano Brett Hawke.

Depois da Olimpíada de Pequim, no ano passado, Cielo ficou cerca de dois meses envolvido por uma série de compromissos. Tratou de reorganizar sua vida, deixando a agenda de mídia nas mãos de profissionais e a comercial com a mãe Flávia. E voltou a trabalhar. Ainda em São Paulo, retomou aos poucos a rotina de treinos com o técnico Alberto Silva, no Pinheiros, fazendo a base necessária para voltar aos EUA em janeiro de 2009. Desde então, só veio ao Brasil uma vez, em maio, para defender o Clube Pinheiros no Troféu Maria Lenk.

“Deu certo aquelas ´aulinhas básicas´ que teve comigo”, brincou Gustavo Borges, o melhor velocista que o Brasil já teve na natação, medalhista olímpico e mundial. Cielo chegou a treinar com Gustavo Borges, por quase dois anos, no Clube Pinheiros, em São Paulo. “Acho que o Cielo se firmou como um dos maiores velocistas de todos os tempos com os resultados extraordinários desse Mundial de Roma. Está de parabéns. E a carreira dele está apenas começando. Com certeza ele ainda fará muita coisa neste ciclo olímpico, até Londres, em 2012″, afirmou Gustavo.

O ex-nadador disse ainda que gostou de ver como Cielo, de 22 anos, soube sentir a competição. “Nos 100 m ele queria bater o campeão olímpico (o francês Alain Bernard) e entrou na prova com essa garra, se emocionou na proporção do feito que conseguiu. Nos 50 m nadou para defender o seu título de campeão olímpico e entrar para a história. Gostei demais da postura dele.”

Gustavo acha que Cielo não deixará de se sentir motivado agora, após os resultados excepcionais. “Ele gosta de vencer e sabe que para chegar até essas conquistas o preço a pagar é bem alto. Estou muito feliz com o que ele fez.”

No último dia do 13º Mundial de Desportos Aquáticos, neste domingo, Cielo foi bem rápido ao fechar o revezamento 4×100 m medley, com a parcial de 46s26 no estilo livre, ao lado dos companheiros Guilherme Guido (costas), Henrique Barbosa (peito) e Gabriel Mangabeira (borboleta). O Brasil ainda quebrou o recorde sul-americano da prova na final, com o tempo de 3min29s16, mas ficou em quarto lugar. Os Estados Unidos, com Michael Phelps no time, levaram o ouro com novo recorde mundial (3min27s28). A Alemanha ficou com a prata (3min28s58) e a Austrália com o bronze (3min28s64).

Nas eliminatórias da manhã, Cielo, cansado por causa das provas individuais que nadou no Foro Itálico, foi poupado. Nicolas Oliveira nadou o estilo livre e ajudou a classificar o revezamento para a final com o quinto tempo (3min30s25). A marca das eliminatórias, ainda reduzida na final, já era recorde sul-americano (o anterior, de 3min33s83, havia sido estabelecido em maio).

Brasil é um dos países que menos sente os efeitos da crise mundial

País obteve redução de 0,2% na taxa de desemprego e foi o que menos aumentou o risco-país, de acordo com estudo da Everis

São Paulo, 23 de abril de 2009 – Pelo segundo trimestre consecutivo, o Brasil foi o país da América Latina que melhorou a sua pontuação mais rapidamente no setor de Tecnologia da Informação e Telecomunicações, de acordo com o relatório Indicador da Sociedade da informação (ISI) para a América Latina, realizado pela everis em parceria com a IESE Business School, na Espanha. O material também avalia o Ambiente da Sociedade da Informação (ESI), que compreende os aspectos econômico, Institucional, social e infraestrutura. Esses dados são referentes ao primeiro trimestre de 2009, que compreende os meses de janeiro a março.

“Pelo segundo trimestre consecutivo, o Brasil foi o único país que melhorou sua pontuação do Ambiente da Sociedade da Informação e, além disso, liderou as melhoras do ISI. Na área social, o País se beneficiou da redução da taxa de desemprego e ainda foi o que menos aumentou o seu risco-país chegando aos 422 pontos”, afirma Teodoro López, vice-presidente da everis Brasil. O executivo afirma ainda que a projeção para 2010 é bastante otimista, já que a economia brasileira sofre menos interferência do mercado externo e, além disso, possui um grande potencial de desenvolvimento nos setores de TI e Telecom.

Nesse período, a pontuação brasileira alcançou 4,38 pontos, um avanço de 3,1%, ficando, pela primeira vez, no mesmo nível da média regional. O ISI é um relatório trimestral criado e divulgado para o mercado, com o objetivo de avaliar periodicamente os avanços da Tecnologia da Informação, das Telecomunicações e também do Ambiente da Sociedade da Informação, na Argentina, no Brasil, no Chile, na Colômbia, no México e no Peru.

“Os últimos dados do ISI ratificaram a melhora da Sociedade da Informação no Brasil, tanto em termos absolutos quanto relativos. Pelo quinto trimestre consecutivo, o ISI brasileiro apresentou o maior avanço, o que contrastou com o retrocesso da média latino-americana. Ainda que as dificuldades da economia mundial tenham influenciado seu andamento, o ISI do Brasil poderá continuar progredindo, o que ao início de 2010 superaria a média regional”, complementa Diego Barceló, pesquisador da IESE Business School.

Projeções para o primeiro trimestre de 2010

O Indicador Brasileiro alcançará uma qualificação média de 4,39 pontos, com um aumento anual de 0,2% que contrastará com a queda prevista dos demais países da região. O Brasil ocupará o 4º lugar, superando o México, e a qualificação média da Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) avançará mais lentamente.

Entre as variáveis, de equipamentos, em março de 2010 a projeção é que o Brasil alcance um total de 867 telefones móveis para cada mil pessoas (crescimento anual de 11,6%), o que praticamente igualaria a média latino-americana. Na parte de serviços, o gasto total com TIC seria o equivalente a US$ 356 por ano para cada habitante, um crescimento de 7,3%.

A qualificação média do Bloco Econômico do ESI sentiria a menor expansão do PIB, que não poderia compensar pela influência positiva de uma inflação menor, e leve melhora no Índice de Liberdade Econômica. O ESI terá um leve retrocesso, afetado principalmente pela área econômica.

Números do ISI no Brasil

O Brasil liderou as melhoras do ISI nos últimos doze meses, assim como o Peru, apresentou avanços. O indicador brasileiro se elevou 3,1%, obtendo 4,38 pontos e deixando o País na 5a posição, superando a Colômbia. O resultado coloca o Brasil, pela primeira vez, igualado com a média regional.

O País, pelo segundo trimestre consecutivo, foi o único que melhorou a pontuação média do ESI; e pela terceira vez consecutiva, é o país que mais rapidamente aumentou a pontuação das TIC, ficando somente atrás do Peru.

A boa atuação do ESI é resultado de diversos elementos, por exemplo, somente o Brasil apresentou uma redução da taxa de desemprego dentre os países analisados. Além disso, foi o único pais que diminuiu seu risco-país.

O Brasil possui:

- 777 celulares para cada 1.000 pessoas – aumento de 20,5%;

- 232 computadores para cada 1.000 pessoas – aumento de 19,5%;

- 3,3 servidores para cada 1.000 pessoas – aumento de 15%;

- 13,6% dos usuários de Internet são assinantes de banda larga – aumento de 2,4%

- 391 usuários de Internet para cada 1.000 pessoas – aumento de 12,2%;

- 16 domínios de Internet para cada 1.000 pessoas – aumento de 22,3%;

- US$ 332 de gasto per capita anual em TIC – diminuição de 19,4%.

O ISI na América Latina

O ISI da Argentina apresentou queda anual mais acentuada, de 5,1%, alcançando os 4,63 pontos. O país mostra simultaneamente a maior qualificação de TIC (4,55 pontos) e a menor pontuação do ESI (4,67 pontos). Tal desproporção indica que, se não começar a recuperar o ESI, as variáveis tecnológicas começarão a sentir.

A pontuação dos países analisados: o Chile obteve 5,51 a Argentina 4,63 pontos, seguida do Peru, com 4,42; o México obteve 4,44; o Brasil, 4,38 e, em último lugar, está a Colômbia, com 4,08.

No que se refere ao desenvolvimento do Ambiente da Sociedade da Informação (ESI), o segundo componente que complementa o indicador ISI, o Chile se destaca por mostrar a melhor pontuação da região, 6,17 pontos. Em seguida vem o Peru, com 5,42 pontos; o México, com 5,12; o Brasil com 4,89, Argentina, com 4,67 e a Colômbia, com 4,79.

O Chile é o líder regional em número de computadores para cada mil habitantes e também em número de servidores e vendas de varejo online.

Metodologia do ISI

O indicador desenvolvido pela everis possui dois componentes básicos: Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e Ambiente da Sociedade da Informação (ESI), que compreende os aspectos econômico, institucional, social e infraestrutura.

As variáveis foram definidas por meio de um processo de seleção que estabeleceu a pontuação do índice. Elas foram eleitas levando-se em conta requisitos técnicos, sem prejudicar o objetivo de simplificar os dados e integrar os aspectos conjunturais, estruturais, quantitativos e qualitativos.

Padronização das variáveis e cálculo do ISI

O estudo definiu que todas as variáveis flutuariam dentro de uma categoria limitada entre um valor mínimo unitário e um valor máximo de 10, ou seja, para cada variável é dado o valor 10 para o país com a melhor qualificação (por exemplo, a maior pontuação indica que o índice de Liberdade Econômica possui a menor taxa de desocupação, o maior número de usuários de Internet etc.)

Fontes utilizadas

O estudo analisa os dados obtidos de diversas fontes: Gartner Inc., Indec e Ministério da Economia (Argentina); IBGE e Anatel (Brasil); DANE, Ministério das Comunicações e UPME-Ministério de Minas e Energia (Colômbia); INE y Subtel (Chile); INEGI (México); Banco Mundial; Standard & Poor’s; Heritage Foundation; Transparency International; International Energy Agency; UNESCO; International Telecommunication Union; JP Morgan; ICANN; LatinoamerICANN; Domaintools; OECD; Fundo Monetário Internacional; Federal Reserve e bancos centrais da Argentina, do Brasil, da Colômbia, do Chile e do México.

Sobre a everis

A everis é uma consultoria multinacional que oferece soluções de negócio globais e tecnologia da informação a seus clientes, cobrindo todos os aspectos da cadeia de valor das organizações, desde a estratégia de negócio até a implantação e a operação dos sistemas. Fundada em 1996, a everis atualmente está presente em diferentes países da Europa (Espanha, Portugal, Polônia e Itália) e da América Latina (Chile, Brasil, Argentina, Colômbia e México) com 19 escritórios e mais de 7 mil profissionais.

No Brasil, a empresa conta com mais de 450 profissionais, que atuam em três linhas de negócios: Business, Solutions e Centers. O foco de negócios da everis no País são os setores de Entidades Financeiras, Telecomunicações e Indústria. Em 2008, a empresa faturou mundialmente € 410 milhões e R$ 52 milhões no Brasil, onde espera um crescimento de mais de 50% nos próximos anos. Nesse ano, também foi eleita pelo Great Place Institute como uma das 50 melhores empresas de TI e Telecom para se trabalhar.

Brasileiros participam de competição internacional entre escolas de Administração

Os estudantes receberão um estudo de caso e terão de resolvê-lo em um período de 48 horas. Ação tem por finalidade a descoberta de novos talentos da administração

São Paulo, 30 de março de 2009 – Quatro estudantes da FIAP representarão o Brasil durante uma importante competição realizada pela Universidade de Washington, nos Estados Unidos. O Global Business Case Competition reunirá faculdades de administração de vários países e será realizado de 13/4 a 18/4. A atividade tem os objetivos de aproximar as renomadas instituições em negócio do mundo, discutir estratégias de administração levando em conta a cultura e cada país e, também, descobrir novos talentos na área de gestão empresarial.

Os alunos Felipe Raffani (2º ano), Ana Ingrid Almança (3º ano), Anderson Hexsel (3º ano) e Denis Rodrigues (4º ano) foram escolhidos a partir de um processo de seleção interno organizado pela FIAP. Eles tiveram de elaborar uma solução para o case da edição 2007 da competição e defendê-la em Inglês. Os nomes foram enviados para a Universidade de Washington, que aprovou o ingresso dos alunos na disputa deste ano.

De acordo com Adalton Ozaki, coordenador dos cursos de administração da FIAP, os alunos terão a chance de pôr em prática os conhecimentos adquiridos no curso e também a oportunidade de ter uma vivência internacional no mundo dos negócios. “É uma experiência que vai valorizar muito o currículo dos estudantes, gerando uma projeção internacional que pode ser o diferencial em um eventual processo de aprovação em algum curso de MBA ou mestrado, como também para a conquista de uma vaga em uma multinacional”, afirma.

Ele comenta ainda que a FIAP é a única instituição da América do Sul a enviar representantes para a competição. “O Brasil está muito bem representado. O nosso processo seletivo para escolha dos alunos foi muito rigorosa e vamos competir de igual para igual com as demais universidades”, completa Ozaki.

O Global Business Case Competition

Realizado pela Universidade de Washington, o Global Business Case Competition reúne estudantes dos Estados Unidos e de 14 outros países. O evento ocorre ao longo de uma semana, oferecendo ao estudante a chance de ampliar o networking profissional e, principalmente, apresentar ao aluno uma situação real de negócio, com analises e desenvolvimento de soluções.

As missões serão entregues aos alunos que deverão apresentar os resultados, a uma comissão julgadora composta por acadêmicos e empresários, em um prazo de 48 horas. Ao todo, quatro grupos serão classificados para a final.

Brasil pioneiro em biomassa

Entrei em contato com a Petrobrás para ter maiores informações sobre a pesquisa de biocombustíveis no Brasil. Eles me enviaram um material muito interessante, uma cartilha sobre o tema.
Eu nem imaginava a cronologia dos fatos e fiquei impressionado. Acompanhe:

  • 1905 a 1925 – testes pioneiros, no Brasil, sobre álcool combustível
  • 1931 – decreto do governo brasileiro obrigava a mistura de 5% de álcool na gasolina importada pelo país.
  • 1938 – decreto-lei 737 estendeu a obrigatoriedade da mistura para gasolina produzida no país
  • Década de 60 – descoberta de extensas reservas petrolíferas no Oriente Médio diminui interesse mundial por biocombustíveis
  • 1975 – Brasil lança o Programa Nacional do Álcool (Proálcool), o maior programa comercial de uso de biomassa para fins energéticos no mundo.
  • 1977 – Expedito Parente, professor da Universidade Federal do Ceará, descobriu o biodíesel a partir do óleo de algodão.
  • 2009 – Nove em cada dez carros vendidos no país têm motores flexfuel, ou seja, movidos a gasolina ou álcool. Frotas de ônibus, trens e caminhões são movidos à biodiesel.

É isso aí. A tecnologia brasileira, neste setor, é invejável. Enquanto outros países discutem alternativas energéticas, nós estamos na vanguarda tecnológica.

Dá orgulho, não é? Mais uma boa notícia do Brasil!

Brasil novamente é campeão em competição de Aerodesign nos EUA

Equipes da Poli-SP e da UFMG venceram na Classe Regular, e da Escola de Engenharia de São Carlos da USP na Classe Aberta

São Paulo, 6 de abril de 2009 – Pela quarta vez equipes brasileiras sagraram-se campeãs nas classes Aberta e Regular na SAE Aerodesign East Competition, em competição realizada no final de semana de 4 e 5 de abril, em Marietta, estado da Geórgia, nos Estados Unidos. No caso da classe Aberta, o resultado adquire destaque especial por tratar-se da quarta vitória consecutiva de uma equipe brasileira na competição.

As equipes Keep Flying, da Escola Politécnica da USP; e EESC USP Open, da Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (USP), venceram, respectivamente, com 231,42 e 238,98 pontos as duas Classes. A terceira representante do Brasil na competição, a equipe Uai-Sô-Fly, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), foi a segunda colocada na Classe Regular, com 230,6 pontos. A equipe Aero Cats, da Universidade de Cincinnati, foi a terceira colocada na Classe Regular, com 211,99 pontos.

Com 65 equipes inscritas (43 na Classe Regular, nove na Classe Aberta e 13 na Classe Micro), a competição da SAE International reuniu aviões em escala reduzida e radio-controlados, projetados e construídos por universitários da Europa e Américas. As atividades começaram dia 3, com apresentações de projetos e encerraram com sucessivas baterias de testes dos aviões, que tinham como desafio transportar o máximo de carga útil dentro das restrições impostas pelo regulamento da competição.

“Parecia uma competição brasileira nos Estados Unidos, pois a diferença depois da sétima bateria ficou inferior que um ponto entre as duas equipes brasileiras, por sua vez já bem distantes dos demais competidores”, comentou Gilberto Becker, membro do Comitê Técnico da competição brasileira presente nos EUA.

Além de campeão pela Classe Aberta, o avião de São Carlos, que tem 4m de envergadura e pesa 6,5 kg, rendeu à equipe troféu de Maior Peso Carregado: 17,7 kg. A equipe EESC USP Open ganhou mais dois prêmios: Melhor Projeto (relatório + apresentação) e de Prêmio de Inovação pela caixa de redução que possibilitou a utilização de dois motores numa mesma hélice, além de reduzir a rotação para uso de um diâmetro maior da hélice que permitiu uma maior tração.

Na Classe Regular, o título de Maior Peso Carregado foi para a equipe Keep Flying, que transportou 12,87 kg de carga útil. A equipe trará de volta ao País o Troféu Itinerante, prêmio que pelo sexto ano é concedido para uma equipe brasileira. O troféu percorre o mundo e é reservado à Classe Regular.

NASA – A equipe da Poli-USP, Keep Flying, ganhou o troféu NASA Systems Engineering Award. O prêmio é concedido à equipe que melhor seguiu os conceitos de engenharia da NASA durante a concepção e desenvolvimento da aeronave, projetada em madeira e alumínio aeronáutico, com 3 kg de peso e capacidade para transportar 12 kg de carga útil. É a primeira vez que uma equipe brasileira ganha o prêmio.

O título de segundo Maior Peso Carregado (12,3 kg), na Classe Regular, foi conquistado pela equipe Uai-Sô-Fly, que ainda apresentou o segundo Melhor Projeto (Relatório + Apresentação) da Classe Regular. A aeronave da equipe pesa 2,3 kg e foi projetada para transportar 11,5 kg de carga útil.

As três equipes brasileiras participaram da competição após conquistarem as melhores colocações na X Competição SAE BRASIL AeroDesign, ano passado, em São José dos Campos, SP. A Aerodesign East começou em 1986 e a partir de 2000 contou com a participação brasileira e, com isso, mais espaço no pódio.

Histórico – Assim, pela Classe Regular, em 2008, as equipes Cefast, do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) de Minas Gerais; e EESC-USP ficaram em terceiro e quarto lugares, respectivamente. Em 2007, a equipe Uirá, da Universidade Federal de Itajubá, ficou com a terceira colocação; e em 2006, a equipe ALE, da UFMG; e a equipe Tucano, da Universidade Federal de Uberlândia, foram campeã e vice, respectivamente. Em 2005, o Brasil foi campeão e vice na categoria com as equipes Car-Kará e Canarinho, esta última da Unesp Bauru. Em 2004, o segundo lugar foi da equipe CEAV/UAV, da UFMG. Já em 2002, a campeã foi a equipe Hércules/Abaquaraçu, da Escola de Engenharia de São Carlos da USP, escola que em 2000 ficou em segundo lugar com a equipe EESC-USP. Em 2001, a equipe Aer2001, do ITA, foi a vice-campeã na categoria.

Na Classe Aberta, em 2008, a equipe Car-Kará Open, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, venceu a SAE Aerodesign East. Em 2007 e 2006, a primeira colocação ficou com a equipe EESC-USP OPEN. O Brasil estreou o pódio da categoria em 2004, com a equipe Car-Kará, que ficou em terceiro lugar.

No Brasil, a Classe Regular é caracterizada por aviões monomotores e com cilindrada padronizada em 10 cc (10 cm³ ou 0,61in³). Já a Classe Aberta não impõe restrições geométricas às aeronaves ou ao número de motores instalados, desde que a soma das cilindradas dos motores esteja entre 19,99 cm³ (0.91 in³) a 15,08 cm³ (1.22 in³).

Competição brasileira – O Projeto AeroDesign é uma iniciativa da Seção São José dos Campos da SAE BRASIL. A competição atrai estudantes de graduação e pós-graduação de Engenharia, Física e Ciências Aeronáuticas, interessados em desenvolver projetos de aeronaves em escala reduzida, de acordo com o regulamento, capazes de superar sucessivas baterias de testes demonstrando capacidade de vôo controlado para cargas úteis crescentes (barras de chumbo), até as condições limite do projeto.

Besaliel Botelho, presidente da SAE BRASIL, destaca o excelente desempenho das equipes brasileiras nos EUA e diz que a competição impõe um rico desafio ao futuro engenheiro, porque envolve desde a concepção do projeto até a realização de testes no protótipo. “Os estudantes trabalham em equipe não somente para elaborar e documentar o projeto, mas para construí-lo e colocá-lo em prova, sempre de acordo com o regulamento técnico da competição”, afirma. Segundo o presidente da SAE BRASIL, esses quesitos ajudam o futuro profissional a chegar mais preparado ao mercado.

Brasil é exemplo na luta contra a tuberculose, dizem ONU e OMS

No Rio de Janeiro, ministro Temporão recebe elogios feitos ao país e anuncia novo tratamento para a doença

O Brasil foi citado, nesta segunda-feira (23), como referência no combate à tuberculose entre os países em desenvolvimento. A declaração foi feita pelo ex-presidente de Portugal e envidado da ONU (Organização das Nações Unidas) para a luta contra a tuberculose, Jorge Sampaio. Ele e o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, participaram da abertura do 3º Fórum de Parceiros Stop TB, no Rio de Janeiro (RJ), encontro que definirá o rumo do combate à tuberculose no mundo. “Somando-se o que o Brasil fez no combate ao HIV/Aids e está fazendo contra a tuberculose, o país é um importante exemplo para todas as nações que atualmente são chamadas de países emergentes”, afirmou Sampaio. “É uma questão de liderança política”, completou. Para ele, nos próximos dias, o Brasil será o “epicentro” da luta global contra a tuberculose. 

A Organização Mundial de Saúde (OMS) também reforçou o apoio às ações desenvolvidas no Brasil no combate à doença. Por meio de mensagem, a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, afirmou que o país tem suporte integral nas medidas de prevenção e tratamento da tuberculose. Como bom exemplo no combate à doença, Chan cita o tratamento supervisionado que, no Brasil, é feito pelas equipes da Estratégia Saúde da Família.  O programa foi ampliado de 7% (em 2001) para 75%, em 2008. Considerando-se apenas o desempenho dos 315 municípios prioritários, a cobertura é de 81%.

O ministro José Gomes Temporão comprometeu-se a ajudar outros países na luta contra a tuberculose, especialmente aqueles do continente africano. “O Brasil pode, deve e quer fazer mais; seja aperfeiçoando a política nacional de controle da doença, ampliando a nossa presença nos foros multilaterais ou assumindo novos encargos de apoio às nações mais pobres”, destacou Temporão. Para o secretário executivo do STOP TB, Marcos Espinal, o país tem participação importante na luta contra a tuberculose devido à expressiva participação da sociedade civil e pela atuação do governo.

TRATAMENTO – A partir do segundo semestre deste ano, o Sistema Único de Saúde (SUS) contará com um novo medicamento para tratar a tuberculose. O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão, nesta terça-feira (23), durante a abertura do 3º Fórum Mundial de Parceiros Stop TB. O Ministério da Saúde passará a adotar um novo esquema de tratamento para ampliar a adesão dos pacientes: quatro drogas em um único comprimido. A medida visa reduz o abandono ao tratamento, isto é, espera-se aumentar a adesão dos pacientes ao tratamento – hoje, 8% deles o abandonam antes da cura, induzindo à resistência do organismo à tuberculose. A taxa de abandono estabelecida pela OMS é de menos de 5%.

De acordo com relatório divulgado pelo Ministério da Saúde, em sete anos, houve queda de 24,4% na incidência e de 31% nas mortes por tuberculose no país. O balanço, com dados de 2007, mostra que, no Brasil, foram registrados 72 mil novos casos, com uma média nacional de 38,2 casos por 100 mil habitantes. O levantamento também aponta 4,5 mil mortes em decorrência da doença. No Brasil, 70% dos casos estão concentrados em 315 dos 5.565 municípios. As maiores incidências estão nos estados do Rio de Janeiro (73,27 por 100 mil), Amazonas (67,60), Pernambuco (47,79), Pará (45,69) e Ceará (42,12). A região Centro-Oeste é a que apresenta a menor taxa: em Goiás, são 9,57 por 100 mil habitantes e, no Distrito Federal, 12,09 por 100 mil.

CONTROLE Em 2003, o combate à tuberculose foi incluído entre as prioridades do Ministério da Saúde. Desde então, registra-se uma queda média de 1,6% ao ano na incidência. A meta nacional é chegar a 2011 com, no máximo, 70 mil novos casos e reduzir pela metade, até 2015, a taxa registrada nos anos 1990, que teve em média 80 mil novos casos. O ano de 1990 é referência para o controle da tuberculose no mundo, quando foram estabelecidos os Objetivos do Milênio. Com orçamento nacional para o controle da tuberculose ampliado em quase dez vezes desde 2003, o Ministério da Saúde planeja eliminar a doença como um problema de saúde pública até 2050. Somente em 2008 foram investidos 69,1 milhões de dólares no programa de combate e controle à tuberculose. Várias ações realizadas no país contam com o apoio do Fundo Global contra a Tuberculose, a Aids e a Malária – sediado em Genebra.

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