Cesar Cielo entra para a história dos velocistas em Roma

O campeão olímpico, que fechou o Mundial nadando o revezamento 4×100 m medley, foi consagrado por duas medalhas de ouro e o recorde mundial nos 100 metros livre

Divulgação: assessoria de imprensa

Cesar Cielo entra para a história dos velocistas em Roma

São Paulo – O brasileiro Cesar Cielo, que chegou na Itália como campeão e medalhista olímpico, deixou Roma como o principal velocista do mundo. Fez história no Foro Itálico, no 13º Mundial de Desportos Aquáticos. Ganhou a medalha de ouro nos 100 m livre, com novo recorde mundial (46s91). Igualou o mítico russo Alexander Popov ao vencer, em sequência, os 50 m livre em Olimpíada e Mundial, com 21s08, novo recorde do campeonato e sul-americano. E ajudou os dois revezamentos do Brasil, o 4×100 m livre e o 4×100 m medley a ocuparem honrosos quarto lugares, com recordes sul-americanos.

“Estou muito feliz, vou celebrar. Ser campeão mundial dos 50 m e dos 100 m livre, mais o recorde mundial… Nem estou acreditando. Mas esse é o sonho de qualquer nadador”, resumiu Cielo sobre a campanha no Mundial de Roma.

Antes de retornar ao Brasil, Cielo descansa alguns dias com a família na Itália. A mãe de Cielo, Flávia, o pai Cesar e a irmã Fernanda ficaram emocionados com a torcida e o carinho dos italianos no Foro Itálico. “Já viu os italianos cantando o hino deles? Eles costumam bater palmas e fizeram a mesma coisa com o hino do Brasil. Deu para arrepiar”, contou Flávia. Os italianos vibraram com Cielo e aplaudiram muito o nadador.

O campeão olímpico e mundial precisa ´respirar´ um pouco antes de enfrentar a maratona de compromissos que o esperam no Brasil porque treinou sem trégua desde janeiro, morando em Auburn, no Alabama (EUA), onde foi trabalhar com o técnico australiano Brett Hawke.

Depois da Olimpíada de Pequim, no ano passado, Cielo ficou cerca de dois meses envolvido por uma série de compromissos. Tratou de reorganizar sua vida, deixando a agenda de mídia nas mãos de profissionais e a comercial com a mãe Flávia. E voltou a trabalhar. Ainda em São Paulo, retomou aos poucos a rotina de treinos com o técnico Alberto Silva, no Pinheiros, fazendo a base necessária para voltar aos EUA em janeiro de 2009. Desde então, só veio ao Brasil uma vez, em maio, para defender o Clube Pinheiros no Troféu Maria Lenk.

“Deu certo aquelas ´aulinhas básicas´ que teve comigo”, brincou Gustavo Borges, o melhor velocista que o Brasil já teve na natação, medalhista olímpico e mundial. Cielo chegou a treinar com Gustavo Borges, por quase dois anos, no Clube Pinheiros, em São Paulo. “Acho que o Cielo se firmou como um dos maiores velocistas de todos os tempos com os resultados extraordinários desse Mundial de Roma. Está de parabéns. E a carreira dele está apenas começando. Com certeza ele ainda fará muita coisa neste ciclo olímpico, até Londres, em 2012”, afirmou Gustavo.

O ex-nadador disse ainda que gostou de ver como Cielo, de 22 anos, soube sentir a competição. “Nos 100 m ele queria bater o campeão olímpico (o francês Alain Bernard) e entrou na prova com essa garra, se emocionou na proporção do feito que conseguiu. Nos 50 m nadou para defender o seu título de campeão olímpico e entrar para a história. Gostei demais da postura dele.”

Gustavo acha que Cielo não deixará de se sentir motivado agora, após os resultados excepcionais. “Ele gosta de vencer e sabe que para chegar até essas conquistas o preço a pagar é bem alto. Estou muito feliz com o que ele fez.”

No último dia do 13º Mundial de Desportos Aquáticos, neste domingo, Cielo foi bem rápido ao fechar o revezamento 4×100 m medley, com a parcial de 46s26 no estilo livre, ao lado dos companheiros Guilherme Guido (costas), Henrique Barbosa (peito) e Gabriel Mangabeira (borboleta). O Brasil ainda quebrou o recorde sul-americano da prova na final, com o tempo de 3min29s16, mas ficou em quarto lugar. Os Estados Unidos, com Michael Phelps no time, levaram o ouro com novo recorde mundial (3min27s28). A Alemanha ficou com a prata (3min28s58) e a Austrália com o bronze (3min28s64).

Nas eliminatórias da manhã, Cielo, cansado por causa das provas individuais que nadou no Foro Itálico, foi poupado. Nicolas Oliveira nadou o estilo livre e ajudou a classificar o revezamento para a final com o quinto tempo (3min30s25). A marca das eliminatórias, ainda reduzida na final, já era recorde sul-americano (o anterior, de 3min33s83, havia sido estabelecido em maio).

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